segunda-feira, 21 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
8 DE MARÇO: DIA DE MEMÓRIA E LUTA
A
idéia da existência de um dia internacional da mulher surge na
virada do século XX, período da Segunda Revolução Industrial e da
Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da
mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de
trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivos de
frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas destas
ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo,
destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo
(1913).
O
primeiro Dia Internacional da Mulher foi consolidado em 28 de
fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido
Socialista da América, em memória do protesto contra as más
condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de
Nova York.
No
ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de
março, por mais de um milhão de pessoas. Em 25 de março de 1911,
um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist matou 146
trabalhadoras - a maioria costureiras. O número elevado de mortes
foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este
fato tornou-se um marco histórico na luta das mulheres.
O
dia 8 de março é o dia internacional da mulher proletária e não
de todas as mulheres, sua definição demonstra uma posição de
classe. O feminismo burguês tenta colocar este dia como conciliação
de classes, falam que hoje a mulher independente de sua classe social
conquistou sua liberdade e seu espaço. Mas de que liberdade e espaço
estão falando? E para quem? Para a maioria das mulheres, a situação
de vida continua sendo cada vez de maior opressão, miséria e
exploração, junto da maioria que compõem sua classe, a dos pobres,
proletários, operários e camponeses.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Nota de Pesar à Santiago Andrade
Nós da FAAF, subscrevemos junto à outras organizações em solidariedade ao câmera morto nos últimos conflitos pela luta pelo fim do transporte mercantilista. Entendemos que, assim como a luta pelo espaço das mulheres na sociedade como um todo, vítimas do Estado não tem genero, mas classe.
--
Lamentamos
muito pela morte de Santiago Andrade e por todas as outras vítimas
do Estado totalitário mercantil.
Santiago
era CÂMERA e não "cinegrafista" como romantiza agora a
grande mídia. Ele sempre foi aquele operário invisível que
produzia calado e que muitos sequer sabiam que existia. Santiago era
a base de uma pirâmide hierárquica cujo topo concentra os
beneficiários dos grandes blocos de comunicação do Brasil.
A meio
caminho do topo desta pirâmide, um exército de repórteres
precariamente remunerados precisa falar, escrever, reportar e
pesquisar de forma a atender os anseios dos donos da comunicação.
Para subir um degrau nesta pirâmide é preciso cuidado na fala.
Trata-se de uma censura tácita que abala a credibilidade da
imprensa, onde já não é mais possível distinguir a notícia real
da propaganda estatal e mega-corporativa. Enfim, o corpo inerte de
Santiago será usado para beneficiar exatamente os mesmos de sempre -
os concentradores de informação, de renda e de poder - e a culpa
será do povo, de novo...
Diante ao
terrorismo do Estado Totalitário brasileiro pela falaciosa “ordem”,
onde mega-corporações ditam a democracia, nós, trabalhadores
servis, desempregados e solidários à classe explorada, que geramos
riquezas para o país sem receber minimamente o que nos é direito,
para além de falsas promessas dos burocratas do poder, não ganhamos
mais que violência física e moral, cotidianamente, e vítimas
brutais, como Santiago Andrade!
Assim,
entendemos que o principal responsável por este acidente é o
próprio Estado que nos força a deixar nossas casas e exigir nossos
direitos nas ruas, e nelas enfrentar a truculência deste Estado
personalizado na força policial, na qual não deveriam jamais usar
armas contra a população e assim a população não precisaria
reagir contra ela.
Não
suportaremos mais viver nessa “terra-de-alguém”. Onde alguém
rico, por de trás de instituições, gestione contra a população.
Concentração de renda, carestia, precariedade nos serviços
públicos, gás lacrimogênio, balas de borracha, espancamentos,
prisões arbitrárias, júris comprados, mídia tendenciosa e ainda a
inversão do mérito, como se nós fôssemos os assassinos
premeditados.
De um
lado temos populares com materiais artesanais, com pouca ou nenhuma
técnica e aprimoramento, e de outro lado, velhacos oficialmente
armados com material bélico, cientes do efeito das suas armas sobre
a população marginalizada.
Deixemos
bem claro a quem deseja nos criminalizar: a rua não se calará!
* Em
solidariedade *
-
Amarildo Dias de Souza – Desaparecido entre os dias 13 e 14 de
julho de 2013, após a operação batizada de Paz Armada que
mobilizou 300 policiais na Rocinha, RJ.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Amarildo
-
Giuliana Vallone, de 18 anos espancada por policiais e logo após
atropelada por uma motocicleta da polícia em 25/01/14, após a
manifestação realizada na região central de São Paulo
http://videos.r7.com/jovem-e-atropelada-e-agredida-por-policiais-em-
sp/idmedia/52e8c7ea0cf2401273d29912.html
-
Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chaves, de 22 anos, a ser
ferido por dois disparos feitos por policiais militares, durante o
protesto contra a Copa do Mundo que aconteceu no sábado 25/02/14.
Ele foi internado em coma induzido.
http://noticias.r7.com/sao-paulo/versao-da-policia-esta-estranha-diz-advogado-sobre-caso-de-manifestante-baleado-em-sp-27012014
----
MPL-
Curitiba, autônomo e independente
MPL-
Núcleo Biblioteca Publica de Curitiba
CMI -
Centro de Mídia Independente Curitiba
NAC -
Núcleo Anarquista de Curitiba
Ocupação
13 de Janeiro
Associação
de bairro Jardim Itaqui
FAAF -
Frente de Ação Anarca Feminista
GERAE –
Grupo de experiência rural agroecológica
Biblioteca
Maria Lacerda de Moura
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O dia 6 de fevereiro, Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina
Até 86 milhões de meninas poderão sofrer com mutilação genital feminina até 2030, alerta ONU é lembrado nesta quinta-feira (6) o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Para marcar a data, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que “não há nenhuma razão religiosa, de saúde ou de desenvolvimento para mutilar ou cortar qualquer menina ou mulher”. “Embora alguns argumentem que é uma “tradição”, devemos lembrar que a escravidão, as mortes por honra e outras práticas desumanas foram defendidas com o mesmo argumento”, afirmou Ban. Segundo o chefe da ONU, a data é uma oportunidade para enfrentar este problema persistente, bem como para encontrar esperança em iniciativas que provam que se pode acabar com a esta prática. “Apenas porque uma prática dolorosa existe há muito tempo não justifica sua continuação. Todas as “tradições” que rebaixam, humilham e ferem são violações dos direitos humanos que devem ser ativamente combatidas até que acabem”, lembrou ele. A prática está caindo em desuso em quase todos os países, mas ainda está assustadoramente espalhada pelo mundo, informou a Organização. Embora dados estatísticos seguros sejam difíceis de obter, estima-se que mais de 125 milhões de meninas e mulheres tenham sido mutiladas em 29 países na África e no Oriente Médio, onde a prática prevalece e onde há dados disponíveis. Se as tendências atuais persistirem, cerca de 86 milhões de meninas em todo o mundo estão sujeitas a sofrer a prática até 2030. “Ásia, Europa, América do Norte e outras regiões não são poupadas e devem estar igualmente vigilantes para com este problema”, destacou Ban. O secretário-geral se demonstrou esperançoso quanto ao problema, lembrando que recentemente, Uganda, Quênia e Guiné-Bissau adotaram leis para pôr fim à prática. “Na Etiópia os responsáveis foram presos, julgados e penalizados com ampla cobertura da imprensa, conscientizando dessa forma o público”, destacou. Mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, lembrada no dia 6 de fevereiro. “Como secretário-geral das Nações Unidas levanto bem alto a bandeira do empoderamento das mulheres e meninas, promovendo sua saúde e defendendo seus direitos. O Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina é uma oportunidade para enfrentar este problema persistente, e para encontrar esperança em iniciativas que provam que se pode acabar com a esta prática. Devemos lutar para preservar o melhor de cada cultura e deixar para trás o que não é bom. Não há nenhuma razão religiosa, de saúde ou de desenvolvimento para mutilar ou cortar qualquer menina ou mulher. Embora alguns argumentem que é uma “tradição”, devemos lembrar que a escravidão, as mortes por honra e outras práticas desumanas foram defendidas com o mesmo argumento. Apenas porque uma prática dolorosa existe há muito tempo não justifica sua continuação. Todas as “tradições” que rebaixam, humilham e ferem são violações dos direitos humanos que devem ser ativamente combatidas até que acabem. A mutilação genital feminina causa graves danos às vítimas. Entre as consequências na saúde, imediatas e de longo prazo, incluem-se dor constante, infecções, incontinência e às vezes complicações na gravidez e no parto que podem levar à morte. A prática está caindo em desuso em quase todos os países, mas ainda está assustadoramente espalhada pelo mundo. Embora dados estatísticos seguros sejam difíceis de obter, estima-se que mais de 125 milhões de meninas e mulheres tenham sido mutiladas em 29 países na África e no Oriente Médio, onde a prática prevalece e onde há dados disponíveis. Se as tendências atuais persistirem, cerca de 86 milhões de meninas em todo o mundo estão sujeitas a sofrer a prática até 2030. Ásia, Europa, América do Norte e outras regiões não são poupadas e devem estar igualmente vigilantes para com este problema. Felizmente há sinais positivos de progresso em nosso esforço global para acabar com esta prática dolorosa. As meninas entendem instintivamente os perigos de serem mutiladas, e muitas mães, que viram ou experimentaram o trauma, querem proteger suas filhas de passar pelo mesmo. É encorajador que cada vez mais comunidades se estão se reunindo e concordando publicamente para acabar com a mutilação genital feminina e garantir uma vida melhor para suas meninas. Recentemente, Uganda, Quênia e Guiné-Bissau adotaram leis para terminar com a prática. Na Etiópia os responsáveis foram presos, julgados e penalizados com ampla cobertura da imprensa, conscientizando dessa forma o público. As Nações Unidas e seus parceiros estão envolvidas em atividades culturalmente sensíveis que visam a terminar com a mutilação genital feminina sem censura ou vergonha. No Sudão, estamos assistindo a uma mudança social numa campanha chamada “Saleema”, palavra árabe que quer dizer completo, intacto, todo e intocável. Um pai, tocado pelo esforço, decidiu deixar suas filhas sem mutilações e explicou: “Uma menina nasce Saleema, dessa forma deve permanecer Saleema”. Centenas de comunidades abraçaram esta iniciativa, expressando seu apoio através de música, poemas e roupa nas cores brilhantes da marca da campanha. Outros países estão reproduzindo a Saleema ou pensando soluções direcionadas para suas necessidades locais, como o Quênia, onde os mais velhos da comunidade Meru proibiram a prática e prometeram penalizar quem pratique ou ajude a levar a prática a cabo. Para além da prevenção, as Nações Unidas estão trabalhando com parceiros para ajudar aquelas que foram afetadas pela mutilação genital feminina. Avanços médicos pioneiros agora permitem aos médicos reparar os danos causados nos corpos das mulheres e devolver-lhes sua saúde. Cito as palavras de uma médica que trabalha em Burkina Faso que descreveu “o alívio que oprime as mulheres” após a cirurgia, que ela afirma ser 100% efetiva. As mulheres que não têm recursos precisam viajar até as clínicas certas, e os programas que oferecem o tratamento merecem apoio generoso. A resolução histórica da Assembleia Geral, que proclamou a celebração deste Dia Internacional, foi apoiada por todos os países da África e abraçada por todos os membros das Nações Unidas. Este avanço demonstra o grande valor da ONU quando age com uma só voz para defender os direitos humanos universais. Nosso desafio atual é dar verdadeiro significado a este Dia, usando-o para ganhar apoio público, criar mecanismos práticos e legais e ajudar todas as mulheres e meninas afetadas ou em risco de mutilação genital. O efeito será profundo, poupará sofrimento e estimulará o sucesso. Os benefícios terão repercussões em toda a sociedade, uma vez que estas mulheres e meninas prosperarão e contribuirão para um futuro melhor para todos.” |
|||
Fonte: ONU
|
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Espanha: milhares marcham em Madri contra plano para limitar aborto
Milhares de pessoas marcharam em Madrid em protesto ao plano do governo espanhol de limitar abortos
Milhares de pessoas marcharam na capital da Espanha, no sábado, para protestar contra um plano do governo de limitar o aborto, que tem causado divisões no partido conservador governista, o Partido Popular.
Manifestantes de todo o país se juntaram à manifestação até agora contra um projeto de lei para restringir o aborto a casos de estupro ou perigo grave para a saúde da mãe.
Há quatro anos, a Espanha se alinhou com a maior parte do resto da Europa, quando o então governo socialista legalizou o aborto nas primeiras 14 semanas de gravidez.
"Este é um passo para trás. Vamos voltar 30 anos", disse Pilar Abad, 58, entre os manifestantes que marcharam da principal estação de trem até o parlamento nacional.
"Nós realmente esperamos que eles mudem essa lei durante o debate parlamentar, é por isso que estamos aqui", disse ela.
O gabinete do primeiro-ministro Mariano Rajoy aprovou o projeto de lei sobre o aborto em dezembro - em um movimento visto como tentativa de apaziguar a direita descontente do seu partido -, mas o projeto ainda não foi enviado ao Parlamento para debate.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Simone Veil, Mulher, Política e Feminista
“Tudo é mais difícil
para elas, o que não pode ser aceite. Ainda existe demasiado para fazer
para a igualdade em relação ao emprego, ao salário, a ascensão”.
(Simone Veil, Le journal du Dimanche, 28 Outubro 2007)Aos 80 anos a política francesa decidiu escrever uma biografia: “Uma vida”. Simone Veil não teve o que se define como uma vida fácil, em Março de 1944 foi presa à Nice onde residia para ser levada com a sua família ao campo de concentração de Auschwitz. Em Janeiro de 1945 é libertada com a sua irmãs, únicas sobreviventes da sua familia.
Simone, lutadora, conseguiu ao longo dos anos se
tornar numa das figuras políticas mais queridas de França. Não gosta de
teorias para ela foi a vida que a tornou feminista. Acredita na
paridade, mesmo se isso deve passar pela via de quotas. Para ela existe
de facto diferenças entre o homem e a mulher, desta forma eles se
complementam, mas essas diferenças não podem conduzir à superioridade do
sexo masculino.
Na questão da contracepção livre autorizada em
1967, Simone Veil teve um papel fundamental pois foi ela que impulsionou
o reembolso pela Segurança Social. No entanto foi com seu projecto,
enquanto ministra da saúde, sobre a Liberalização do Aborto em 1974 que
ganhou mais reconhecimento. O projecto votado em Assembleia foi um dos
que suscitou mais reacções negativas.
No seu livro, “Os homens também se recordam”,
Simone Veil explica o seu projecto de lei e como foi debatido na
Assembleia. “Os vários discursos e os debates que sucederam em França
revelaram-na ao país como uma mulher corajosa e determinada que lutou
pela dignidade das mulheres como também pelo interesse da Nação, perante
políticos hostis mesmo do seu próprio partido”.
Sylvie Oliveira
SylvieO6@hotmail.co
Assinar:
Postagens (Atom)
